sexta-feira, 1 de abril de 2011

Amores meia-boca...

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Se eu recebesse 10 reais por cada email que leio falando sobre relacionamento meia-boca, as ONGs que o VAE ajuda estariam ricas. São tantos que nem sei qual citar. Desde a querida Vigilante que teve uma filha linda e o marido começou a se drogar e não parou mais, até as que ficam atrás dos caras que chegam, dão uma transada e somem. Interessante: é raro receber email dos homens falando de uma relação meia-boca (portanto, se um de vocês quiser se posicionar nos comentários sobre isso, são bem-vindos!)


Como já vivi várias destas roubadas vou tentar enumerar os motivos pelos quais, não conseguimos passar a peixeira na corrente:

1- Mulheres foram criadas para aceitar, aceitar, aceitar tudo e até a gente destruir esse condicionamento parece que vai demorar.

2- Muitas de nós ainda acham que só têm valor se tiverem um homem ao lado, mesmo que meia-boca

3- Muitas de nós vivem numa espécie de "Caverna de Platão" e, de tanto terem namoros péssimos, acham que não existe relacionamento saudável e inteiro.

4- Muitas mulheres ainda acham que não merecem o melhor para si, portanto aceitam migalhas afetivas. Não sabem como trabalhar a grande carência.

5- A força da paixão cega a gente e nos transforma num bolostroco afetivo. Não é à toa que os padres não podem se relacionar. É a gente sem barco, sem caiaque, sem pé de pato, sem prancha contra uma grande correnteza.

6- Muita gente acaba largando seus outros pilares (amizades, esporte, sonhos etc) para viver só a paixão. Aí, danou-se!

7- Temos muito medo de ficar sós. Medo esse gerado por uma sensação de desamparo que vem desde o nascimento. Coloco um texto abaixo (Roberto Crema) para explicar melhor:

"Como afirmava o querido e perene Pierre Weil, a fonte de todo sofrimento é o apego, que conduz ao medo e ao stress que, por sua vez, determina todo tipo de sofrimento e de enfermidade. Por outro lado, o apego decorre da fantasia da separatividade. O apego ou identificação é um natural mecanismo compensatório, diante do sentimento básico de desamparo existencial, provocado pela ilusão de que estamos desconectados da totalidade.

Parece-me justo, então, indagar: haverá também, para a felicidade, uma fonte comum, uma causa básica? Sustento que sim: a consciência de inteireza. É o que traduzo afirmando que a felicidade é uma função natural de um mínimo de integração e de integridade conquistadas. O termo grego holos, bem como o hebraico, shalom, da mesma raiz de shalem, apontam para o mesmo significado: inteiro, total. Logo, a felicidade e a paz são expressões complementares e naturais da consciência holística".

Se você está aceitando um relacionamento meia-boca ou qualquer coisa do gênero, também deve estar aceitando políticos meia-boca, emprego meia-boca, uma grana meia-boca. Chegou a hora de entender este apego e este medo de ficar só.

É hora de passar a peixeira na corrente!!!

(Vigilantes da Auto-estima)

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